Todo pedido de exportação começa igual: alguém pede «os negócios deste mês numa planilha», um colega abre a lista, clica em exportar, manda o arquivo. Uma semana depois o pedido se repete. Um mês depois falta o campo da empresa no arquivo, e ainda querem um recorte semanal. A exportação padrão cobre exatamente um cenário — uma pessoa apertando um botão — e todo o resto é preenchido na mão.

Como exportar dados do CRM para o Excel?

A exportação mora dentro da própria lista. Abra uma seção do CRM na visão de lista, aplique um filtro (exporta-se exatamente o que sobrevive ao filtro) e use a engrenagem no canto superior direito para escolher Excel ou CSV. Excel serve para análise; CSV é o formato certo se o arquivo vai voltar para outra conta Bitrix24 (Alaio). A caixa de diálogo traz opções: todos os campos em vez de apenas as colunas visíveis, dados de contatos e empresas vinculados, itens de produto, requisitos. Por padrão o arquivo leva as colunas que você vê na tabela, e esse conjunto se configura nas opções da lista. A coluna ID sai sempre, mesmo oculta.

Leads, negócios, contatos, empresas, faturas, propostas e itens de processos inteligentes saem todos por esse caminho; tarefas têm a própria exportação na lista de tarefas. Um detalhe derruba muita gente: a permissão de exportar é concedida separadamente da permissão de visualizar, e separadamente por entidade. Um vendedor que enxerga todos os negócios pode não ver o botão de exportar — é configuração de permissões de acesso, não defeito.

Por que a exportação padrão não basta?

Três limites, cada um aparecendo no segundo mês. É uma ação manual: sem agendamento, sem gatilho por evento, sem «manda toda segunda». Lida com uma entidade por vez — negócios com a caixa de contatos vinculados dão uma tabela plana, mas negócios mais suas tarefas mais o histórico de chamadas num único arquivo está fora do alcance. E o arquivo aterrissa em lugar nenhum útil: baixado, salvo, encaminhado. Se os números são esperados numa planilha compartilhada, num painel de BI ou no seu próprio banco, cada ciclo é trabalho manual.

Mais uma armadilha, antes de contar linhas: com o detalhamento por itens de produto ligado, um negócio ocupa tantas linhas quantos produtos tiver. Correto para analisar vendas, enganoso para contar negócios.

Como exportar automaticamente por evento?

Tudo o que a exportação manual faz num clique, um processo de negócio faz sozinho — só que entrega uma linha numa planilha em vez de um arquivo na pasta de downloads. O formato é o mesmo qualquer que seja o destino: o bloco Montar JSON empacota os campos necessários num objeto, e o bloco Requisição HTTP o envia para o endereço receptor. Esse receptor pode ser um Google Apps Script que acrescenta uma linha à planilha, um webhook do n8n ou um endpoint do seu banco — para o Bitrix24 dá no mesmo.

O gatilho é escolha sua: o negócio vai para «Ganho» e uma linha cai na planilha de vendas; um lead nasce e uma linha cai na planilha de entradas. Os dados ficam sempre atuais porque saem no momento do evento, não quando alguém lembra de clicar. Se o receptor às vezes devolve erro, troque a requisição simples pelo bloco Webhook confiável — ele repete as tentativas com pausa crescente, então uma queda de cinco minutos do outro lado não custa uma linha. Montar e ler estruturas está detalhado em JSON nos processos de negócio.

Como incluir dados vinculados na exportação?

Esta é a parte que a exportação padrão realmente não faz. O bloco Obter campo de entidade vinculada puxa para o negócio qualquer campo da empresa ou do contato: segmento, cidade, setor, qualquer campo personalizado. Esses valores entram no mesmo objeto JSON e viajam como uma linha só. Como os vínculos são montados está explicado em negócios e entidades vinculadas.

Dois hábitos pequenos que poupam tempo na própria planilha. Normalize as datas com o bloco Formato de data — Excel e Google Planilhas leem AAAA-MM-DD sem adivinhar o idioma, ao passo que «28 de agosto» não ordena. Junte dados de múltiplos valores — tags, produtos, responsáveis — com Unir strings numa célula só, separados por vírgulas ou quebras de linha, senão o array chega numa forma inutilizável. Faça as contas — somas, percentuais, diferenças — dentro do processo, para que a planilha guarde números e não fórmulas.

Como exportar a base inteira, ou por agendamento?

Para uma varredura pontual existe o lançamento em massa de processos: um modelo — montar JSON, enviar requisição — disparado sobre um filtro ou uma lista de IDs, e a planilha se enche sem um único clique na lista. O mesmo truque preenche o histórico quando você liga a exportação automática hoje mas precisa dos números desde o início do ano.

A periodicidade vem de duas formas. Um processo pode se reagendar: depois de enviar os dados ele tira uma pausa pelo intervalo desejado e repete. A opção honesta para relatórios é um agendador externo — um cron chama um webhook de entrada da conta, que dispara a rodada em massa. O agendamento passa a morar onde é o lugar dele, e o Bitrix24 apenas serve dados sob demanda; se essa chamada se comportar de forma estranha, comece pelo diagnóstico de webhooks.

O que vem depois

Comece pelo único evento que mais pedem: negócio fechado, linha na planilha. A corrente «Montar JSON → Requisição HTTP» se monta numa noite, e o relatório para de depender de quem está no escritório hoje. Depois preencha o histórico com um lançamento em massa e acrescente os campos vinculados que sempre faltaram no arquivo manual. Os blocos vizinhos estão no catálogo de robôs: condições, ferramentas de texto e datas, chamadas a serviços externos. E se faltar o bloco de que você precisa — descreva a tarefa: a Roboteka constrói as atividades ausentes de graça e as publica na biblioteca comum.